terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O feitiço se tornou contra o feiticeiro

 A estória é simples, "XX" se apaixona por "XY" ,ou visse e versa, só que "XY" não sabe, não liga, não se liga. Mas "XX" não se importa, ela continua agarrada ao fio de esperança achando que quando ele perceber ele vai sentir o mesmo, que um dia "XY" vai acordar e vai ouvir o cântico dos anjos e vai ver a luz bater de uma forma única na face de "XX",e ele vai se apaixonar.
  Só que não vai acontecer, "XY" sempre vai achar que "XX" é sua amiga, só sua amiga. Passam-se meses, anos, e "XX" não vai superar "XY", "XY" não vai se ligar. E aí acontece algo irreversivel, "XX" conta para "XY" sua paixão, esperançosa que ele vai corresponder seu amor. Mas não. "XY" não ama "XX", ou ama, mas como amiga, nunca como namorada. E ai eles nunca mais se falam, "XX" nunca vai esquecer "XY", "XY" também não vai esquecer. Eles vão fingir que esqueceram, mas a memória tem vida própria em nossas cabeças, e ela vai voltar, quando não se espera, quando não se quer.
 A história se repete e essa estória também, por vezes escondida. Mas é provável que a maioria de nós experenciaremos os dois lados desta moeda na vida, apaixonar e não corresponder, como se fosse para aprender que de qual quer jeito não dá certo.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Memories

 "-Nós deviamos ficar.
 -É. Mas não vamos nos beijar de lingua.
 - Sim, porque eu já fiz isso e é nojento.
- É, isso, é nojento.
- ok então. Estamos ficando.
-É..."

Toda vez que lembro desta conversa um sorriso timido aparece no meu rosto. Eu sei que você esqueceu, mas eu nunca vou esquecer.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Breathe...

 Eu estava agachada atras de uma pedra , apenas mostrando meus olhos e o topo da minha cabeça. Minha respiração estava controlada. Tudo como haviam me ensinado. Eu podia vê lo do outro lado do riacho que se estendia a minha frente, ele não estava ciente do meu ataque eminente, ele apenas bebia água tranquilamente.
 Meu coração palpitava forte meu meu peito, a ponto de doer. Eu inalei fundo mais uma vez. "um, dois." contei mentalmente,e soltei o ar. Meus dedos encontraram a corda do arco, flecha posicionada. Novamente eu inspirei fundo. E levantei.
 Seus olhos encontraram os meus,eu podia sentir uma inocência pura, intocada que imanava dele. Então antes de me deixar sentir algo, eu soltei. O som da flecha cortando o ar me era confortante, contraposto ao som que seguia. Soltei o ar. Olhei-o nos seus olhos novamente, dor. Mas ele correu, e eu acompanhei, não foram muitos passos para ele começar a desacelerar, o sangue se esvaindo rapidamente pelo corte em seu peito. Foi o tempo de eu atravessar o riacho, ele caiu de lado. Sua respiração era pesada, pesada, e como um sopro acabou.
 Respirei.